A vida é realmente uma coisa estranha.
Uma vez falei para uma amiga minha que Deus é um ótimo roteirista.
E gosto de pensar que Ele é - que esconde o jogo da gente, não revela nada antes da hora, sabe criar um enorme suspense em nossas vidas, mas que no fim faz tudo acontecer exatamente como e quando deve acontecer.
É reconfortante pensar assim, que há alguém escrevendo a nossa história junto com a gente, programando coisas para o nosso futuro, montando um quebra-cabeças para a gente onde, uma hora ou outra, tudo vai se encaixar.
Mesmo assim, a vida, ao contrário das boas ficções (na minha opinião), não deixa de ser muito estranha.
Numa hora estamos numa cidade pequena, rodeado de pessoas com quem aprendemos a conviver tão intensamente, que não conseguimos nos imaginar sem elas. Amigos, "irmãos" de república, namorada, colegas de turma, etc. Pessoas que passam a ter uma importância enorme em nossas vidas e que, sabemos, jamais vamos esquecer.
Em seguida, a gente se vê no meio de uma cidade gigantesca - que parece querer te engolir - começando tudo de novo, do zero, esforçando-se em conhecer gente nova, fazer amizades, habituar-se ao lugar.
É estranho compartilhar boa parte da sua vida com aquelas pessoas fantásticas e, de repente, ver que elas não estão mais lá, fazendo parte do seu dia-a-dia.
Algumas, você sabe que irá rever sempre que possível. São amigos que não vão deixar de existir ou ter importância.
Mas há também aquelas que você acredita, fortemente, que nunca mais irá vê-las... E sobre algumas dessas, é realmente doloroso pensar a respeito.
Mas a vida é assim. Ela não pára, não espera. Ela dá um jeito de continuar...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
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3 comentários:
Fantástica sua reflexão... já me peguei antes com esses mesmos pensamentos. Ah... só pra ajudar, acho que faltou um "de" na última frase.
é. não pára não
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