Um dia desses revi, no youtube, um comercial antigo da Honda que fez muito sucesso quando foi lançado.
O comercial usa apenas um fundo preto e um ator desconhecido, cantando uma música. É muito engraçado e tornou-se um clássico, justamente por ser inusitado e simples.
Lembrei de uma dica que o Phillipe Barcinsky deu, num curso de roteiro recente. Sua dica era "costurar para dentro", na hora de criar (referia-se a roteiros, mas acho que vale para tudo).
Tem a ver com simplificar as idéias, ser minimalista. Esse comercial tem muito disso.
O próximo projeto que pretendo emplacar tem a ver com essa idéia (ser minimalista). Criar suspense com poucos personagens (uma menina, seu pai e sua mãe) e poucas locações (só o apartamento em que vivem, praticamente).
Tudo tem que caber em 15 minutos: o suspense, o terror e o final que, espero, cause alguma reação satisfatória.
Vamos ver se consigo.
Escrever o roteiro tem sido uma experiência empolgante. Espero que seja empolgante para quem assistir ao curta, também!
sexta-feira, 6 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Concepção TV
Um teste do canal de TV da Concepção Filmes pelo justinTV.
Watch live video from concepcao on Justin.tv
Watch live video from concepcao on Justin.tv
Confira nossa fantástica programação em loop!
No ar, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, 10 anos por década, e assim por diante até o fim dos tempos ou da internet:
Bruno Macedo - Demoreel 2007 - 1:00 (meu portifólio em versão condensada)
O Homem da Ponte - Trailer - 1:22
Making Of - O Homem da Ponte - parte 01 - 9:27
Making Of - O Homem da Ponte - parte 03 - 8:27 (a parte 2 pifou)
Grua Caseira - Construção - 0:44
Bate-papo sobre Documentários - com Joao Moreira Salles - 4:30
Dolly e Grua Caseira - Teste - 0:30
Teste - Dolly caseira - 0:20
Ética e Jornalismo com Eugênio Bucci - 5:04
Marcadores:
antígona,
ao vivo,
concepção filmes,
documentário,
dolly caseira,
eugênio bucci,
grua caseira,
homem da ponte,
joão moreira salles,
justin tv,
live,
trailer,
webstream
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Eleanor Rigby
Às vezes demoramos para perceber o valor de coisas que estão sempre ali, na nossa cara...
Eleanor Rigby, dos Beatles, por exemplo. Conheço a música desde criança e nunca tinha prestado atenção à sua letra. Hoje, pesquisando algo na internet, acabei caindo numa página que tinha sua letra e lendo-a pude perceber que a qualidade da música ultrapassa a melodia, os arranjos instrumentais, o coro de vozes, e recai sobre sua letra.
Seguem a música e, abaixo, a letra.
Beatles - Eleanor Rigby
ELEANOR RIGBY
(Paul McCartney)
Ah, look at all the lonely people!
Ah, look at all the lonely people!
Eleanor Rigby picks up the rice in the church
Where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window
Wearing a face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Father Mckenzie, writing the words of a sermon
That no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks in the night
When there´s nobody there
What does he care?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Ah, look at all the lonely people!
Ah, look at all the lonely people!
Eleanor Rigby died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father Mckenzie wiping the dirt from his hands
As he walks from the grave
No one was saved
Bonus Track: A música em versão instrumental.
Eleanor Rigby - The Beatles
Eleanor Rigby, dos Beatles, por exemplo. Conheço a música desde criança e nunca tinha prestado atenção à sua letra. Hoje, pesquisando algo na internet, acabei caindo numa página que tinha sua letra e lendo-a pude perceber que a qualidade da música ultrapassa a melodia, os arranjos instrumentais, o coro de vozes, e recai sobre sua letra.
Seguem a música e, abaixo, a letra.
Beatles - Eleanor Rigby
ELEANOR RIGBY
(Paul McCartney)
Ah, look at all the lonely people!
Ah, look at all the lonely people!
Eleanor Rigby picks up the rice in the church
Where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window
Wearing a face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Father Mckenzie, writing the words of a sermon
That no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks in the night
When there´s nobody there
What does he care?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Ah, look at all the lonely people!
Ah, look at all the lonely people!
Eleanor Rigby died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father Mckenzie wiping the dirt from his hands
As he walks from the grave
No one was saved
Bonus Track: A música em versão instrumental.
Eleanor Rigby - The Beatles
Marcadores:
beatles,
eleanor rigby,
letras,
música
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Fim de ano
Sempre fico com essa música na cabeça, nos finais de ano. É famosa e eu a conheci ainda criança, numa propaganda da Bauducco, ou de alguma outra marca de panetone.
Depois conheci a letra da música, muito boa, o compositor (John Denver) e outras músicas suas.
Placido Domingo, John Denver - Perhaps Love
Enfim, a música me lembra Natal, fim de ano, família... Coisas boas e indispensáveis...
Depois conheci a letra da música, muito boa, o compositor (John Denver) e outras músicas suas.
Placido Domingo, John Denver - Perhaps Love
Enfim, a música me lembra Natal, fim de ano, família... Coisas boas e indispensáveis...
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Radiohead
Tenho ficado com músicas do Radiohead na cabeça, a semana toda.
Para quem curte, segue uma das melhores deles aí (não conhecia esse negócio de mp3tube, descobri hoje... recomendo também...)
Radiohead - Creep
Para quem curte, segue uma das melhores deles aí (não conhecia esse negócio de mp3tube, descobri hoje... recomendo também...)
Radiohead - Creep
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Discurso do Nizan
Na TV onde trabalho, há um tempo, tive a oportunidade de decupar uma entrevista longa com o Nizan Guanaes.
Para quem não conhece, o Nizan é um dos maiores publicitários brasileiros. Dentre os comerciais que criou, está um famoso, para a Folha de São Paulo, vencedor do Leão de Ouro, em Cannes, e eleito um dos 100 melhores comerciais do mundo.
Não sei dizer muita coisa sobre o Nizan, como pessoa. A figura dele é cercada de histórias e lendas. Tudo o que ouvimos falar a seu respeito é muito bom ou muito ruim.
O que eu posso dizer é que decupar aquela uma hora de entrevista, conhecer sua trajetória, sua história, foi uma experiência enriquecedora, principalmente para alguém que acabou de se formar e está começando a trabalhar.
Na entrevista, o Nizan cita um discurso de formatura que ele fez, uma vez, e que se espalhou pela internet.
Recomendo a qualquer um que perca cinco minutos para ler.
SUCESSO.
Discurso de formatura do publicitário Nizan Guanaes.
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens.
Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.
É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio - que é a morada do demônio - e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas.
Mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço. E só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso."
Para quem não conhece, o Nizan é um dos maiores publicitários brasileiros. Dentre os comerciais que criou, está um famoso, para a Folha de São Paulo, vencedor do Leão de Ouro, em Cannes, e eleito um dos 100 melhores comerciais do mundo.
Não sei dizer muita coisa sobre o Nizan, como pessoa. A figura dele é cercada de histórias e lendas. Tudo o que ouvimos falar a seu respeito é muito bom ou muito ruim.
O que eu posso dizer é que decupar aquela uma hora de entrevista, conhecer sua trajetória, sua história, foi uma experiência enriquecedora, principalmente para alguém que acabou de se formar e está começando a trabalhar.
Na entrevista, o Nizan cita um discurso de formatura que ele fez, uma vez, e que se espalhou pela internet.
Recomendo a qualquer um que perca cinco minutos para ler.
SUCESSO.
Discurso de formatura do publicitário Nizan Guanaes.
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens.
Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.
É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio - que é a morada do demônio - e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas.
Mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço. E só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso."
Marcadores:
discurso,
Nizan Guanaes,
propaganda,
publicidade
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Inspiração...
Experiência feita com publicitários.
http://www.koreus.com/video/experience-publicite.html
Vale a pena ver!
http://www.koreus.com/video/experience-publicite.html
Vale a pena ver!
Marcadores:
cartaz,
idéia,
inspiração,
publicidade
Assinar:
Postagens (Atom)